|
Recifes artificiais
Um recife artificial é uma estrutura deliberadamente colocada no fundo do mar, totalmente submersa, que procura imitar algumas características dos recifes naturais."
A implantação de recifes artificiais nas águas costeiras de Portugal é uma prática relativamente recente. Só em 1990 se inicia, no litoral Algarvio, um projecto piloto com a instalação de dois recifes artificiais, respectivamente em Olhão e Faro. A escolha da costa Algarvia deveu-se, sobretudo, a um conjunto de condições ali presentes que se reconhecem como essenciais para o desenvolvimento e sucesso de projectos deste tipo, designadamente: • as condições de mar (ondulação e correntes) moderadas, quando comparadas com a costa ocidental, fundamentais à estabilidade e funcionamento dos recifes; • a escassez de formações rochosas submarinas, particularmente no sotavento algarvio.
Os resultados do estudo vieram pôr em evidência o bom funcionamento dos recifes artificiais, traduzidos tanto num aumento da produção biológica, na sua zona de influência, como numa elevada capacidade de acolhimento de populações, em boas taxas de colonização.
Após este projecto piloto foram colocados na costa algarvia, em duas fases distintas, mais seis recifes artificiais respectivamente em Cacela, Tavira, Ancão, Vilamoura, Oura e Alvor.
Os recifes, colocados entre 15 a 35 metros de profundidade, são constituídos por: • 2940 módulos de betão, Módulos de Protecção, com o peso unitário de 3 toneladas; • 36 módulos de grande dimensão, Blocos de Exploração, com cerca de 40 toneladas cada.
O complexo recifal, que agrupa cerca de 18.000 módulos, ocupa de forma descontínua uma área total superior a 35 Km2, sendo a maior estrutura deste tipo na Europa.
|